1.
Valorize o seu filho. Quando respeitado e estimado, o jovem progride e
amadurece.
2.
Acredite no seu filho. Mesmo os jovens mais ´difíceis´ trazem bondade e
generosidade no coração.
3.
Ame e respeite o seu filho. Mostre a ele, claramente, que você está ao seu
lado, olhe-o nos olhos. Nós é que pertencemos a nossos filhos, não eles a nós.
4.
Elogie seu filho sempre que puder. Seja sincero: quem de nós não gosta de um
elogio?
5.
Compreenda seu filho. O mundo hoje é complicado, rude e competitivo. Muda todo
dia. Procure entender isto. Quem sabe ele está precisando de você, esperando
apenas um toque seu.
6.
Alegre-se com o seu filho. Tanto quanto nós, os jovens são atraídos por um
sorriso; a alegria e o bom humor atraem os meninos como mel.
7.
Aproxime-se de seu filho. Viva com o seu filho. Viva no meio dele. Conheça seus
amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus
amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.
8.
Seja coerente com o seu filho. Não temos o direito de exigir de nosso filho
atitudes que não temos. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não
respeita, não pode exigir respeito. O nosso filho vê tudo isso muito bem, talvez
porque nos conheça mais do que nós a ele.
9.
Prevenir é melhor do que castigar o seu filho. Quem é feliz não sente a
necessidade de fazer o que não é direito. O castigo magoa, a dor e o rancor
ficam e separam você do seu filho. Pense, duas, três, sete vezes, antes de
castigar. Nunca com raiva. Nunca.
10.
Reze com seu filho. No princípio pode parecer “estranho”. Mas a religião
precisa ser alimentada. Quem ama e respeita a Deus vai amar e respeitar o seu
próximo. “Quando se trata de educação não se pode deixar de lado a religião”.
Imaginemos com que fé e
amor subiria Paulo ao altar!
Apesar de absorto nos
augustos mistérios, cumpria escrupulosamente as cerimônias, nada julgando de
somenos nas coisas de Deus. Inflamava-se-lhe paulatinamente o rosto e lágrimas
copiosas umedeciam os paramentos sagrados.
Com o decorrer dos tempos,
diminuíram as lágrimas, particularmente nas aridezes e desolações espirituais.
Porém, jamais deixou de chorar depois da Consagração.
Qual a fonte misteriosa e
inesgotável dessas lágrimas? Ouçamo-lo em palestra com seus filhos:
“Acompanhai
a Jesus em Sua Paixão e Morte, porque a missa é a renovação do Sacrifício da
Cruz. Antes de celebrardes revesti-vos dos sofrimentos de Jesus Crucificado e
levai ao altar as necessidades de todo o mundo”.
Quando celebrava,
afigurava-se-lhe estar no Calvário, ao pé da Cruz, em companhia da Mãe das
Dores e do Discípulo predileto, a contemplar Jesus em Suas penas. Essa a causa
de tantas lágrimas, verdadeiro sangue da alma que, mesclado com o Sangue divino
do Cordeiro, eram oferecidas ao Eterno Padre para aplacá-lO e atrair sobre os
homens graças e benefícios.
Revestir-se de Jesus
Crucificado antes do santo Sacrifício, Paulo o fazia diariamente, pois não
subia ao altar sem macerar-se com disciplina terminada em agudas pontas,
enquanto meditava a dolorosa Paixão do Senhor, unindo-se espiritual e
corporalmente aos tormentos do seu Deus.
Terminada a santa missa,
retirava-se a lugar solitário, entregando-se aos mais vivos sentimentos de
gratidão e amor. E prescreveu nas santas Regras este método de preparação e
ação de graças à santa missa.
Ao comentar as palavras do
Evangelho COENACULUM STRATUM, dizia ser o cenáculo o coração do padre, cuja
integridade deve ser defendida a todo custo, mantendo-se sempre acesas as lâmpadas
da fé e da caridade. Comparava também o coração sacerdotal ao sepulcro de Nosso
Senhor, sepulcro virgem, onde ninguém fora depositado. E acrescentava:
“O
coração do sacerdote deve ser puro e animado de viva fé, de grande esperança,
de ardentíssima caridade e veemente desejo da glória de Deus e da salvação das
almas”.
Zeloso da rigorosa
observância das rubricas, corrigia as menores faltas. Velava outrossim pelo
asseio das alfaias sagradas:
“Tudo
o que serve ao santo Sacrifício, dizia, deve ser limpo, sem a menor mancha”.
Vez por outra mostrou
Nosso Senhor com prodígios quão agradável Lhe era a missa celebrada pelo Seu
fiel servo. Celebrava certo dia na capela do mosteiro de Santa Luzia, em
Corneto. Tinha como ajudante o ilustre personagem Domingos Constantini. Pouco
antes da Consagração, envolveu-o tênue nuvem de incenso, embalsamando o
santuário de perfume desconhecido, enquanto o santo se elevava a cerca de dois
palmos acima do supedâneo. Terminada a Consagração, envolto sempre naquela misteriosa
nuvem, alçou-se novamente ao ar, com os braços abertos. Dir-se-ia um Serafim em
oração.
O piedoso Constantini de
volta à casa, maravilhado, relatou o fato, glorificando a Deus, tão admirável
nos Seus santos.
(O caçador de almas, São
Paulo da Cruz, por Pe. Luís Teresa de Jesus Agonizante, edição de 1958)
Entre as santas devoções usadas para honrar a
Santíssima Virgem, queridas e adotadas pelos filhos verdadeiros da Igreja Católica,
uma das mais antigas e mais amorosas é a da “Santa Escravidão”.
É o resumo das demais devoções; não há nenhum
dos privilégios da Mãe de Jesus que não seja dignamente honrado por ela.
Pois a Santíssima Virgem é a maior, a mais
elevada e a mais eminente de todas as criaturas, também as homenagens a Ela
prestadas, devem ser as mais submissas, as mais profundas e as mais humildes de
quantas houver depois das que devemos a Deus.
Ora, como não há homenagem mais “profunda”
que a abnegação, parece que a “Santa Escravidão é o culto mais apropriado
à sua grandeza”.
Convém observar que sendo a criação obra
exclusiva de Deus e não da Santíssima Virgem, não podemos confessar-nos
criaturas d’Ela, pois esta honra só a Deus cabe.
“Como, porém, Ela é a Mãe d’Aquele que
nos retirou da escravidão do demônio, não pode haver homem que, sem ingratidão,
não a reconheça por sua Senhora, nem se honre por se seu escravo”.
Como diz muito bem São João Damasceno, “quando
Deus se fez homem para resgatar-nos, pôs aos pés de sua Mãe todas as criaturas”.
Aliás, Maria forneceu a moeda com que se
pagou a carne de Jesus Cristo, que é a carne de Maria: “Caro Christi est caro Mariae” (Carne de Cristo é a carne de Maria).
Por nossa condição somos, pois, seus servos;
devemos também sê-lo por zelo e desejo, pois esta devoção (escravidão de Amor)
está fundada sobre o exemplo de Jesus Cristo que para obrigar-nos a reconhecer
a sua Mãe Santíssima como Senhora Nossa quis submeter-se a Ela durante os
trinta primeiros anos de sua vida, como o faz notar o Evangelho: “Erat subditus illis” (Ele era obediente a
eles. cf. Lc 2, 51).
De fato, durante todo este tempo, o Salvador
vivia sob a autoridade de sua Mãe; e, em consideração a Ela, quis submeter-se
até a São José, Por este o esposo de sua Mãe Santíssima.
Neste texto São Cura d’Ars fala sobre o uso
das correntes.
A devoção da Santa Escravidão à Virgem
Santíssima outra coisa não é que uma obrigação de amor e um santo contrato com
a Mãe de Jesus, pelo qual alguém se consagra a seu serviço, proclamando-a
Senhora de seu coração, cedendo-lhe o direito que tem sobre suas próprias boas,
dedicando-se inteiramente a Ela, e fazendo-lhe uma Consagração total de si
mesmo.
Esta Mãe de misericórdia por sua parte
obriga-se a ser para os seus escravos tudo o que uma senhora boa é para seus
servos, alcançando-lhes todas as graças necessárias para, um dia poderem ir-lhe
fazer companhia no céu.
E, como outrora os escravos traziam
sobre si um sinal por que se conheciam os seus donos, os escravos de Maria
Santíssima mandam benzer uma pequena corrente de prata, ou de qualquer outro
metal, para trazê-la a vida inteira, como um sinal exterior da sua dependência
a Maria.
“Escutai – diz o
Espírito Santo no Eclesiástico,onde tudo o que é dito sobre a
sabedoria é aplicado a Maria pelos Santos Padres – escutai, meu filho, o sábio
conselho que quero dar-vos; não deixeis de estimá-lo: ‘metei os seus ferros aos
pés, seu colar ao pescoço, e não vos recuseis a carregar as suas correntes”[1].
Além disso, do mesmo modo que os escravos
devem a seus senhores um tributo, “assim os escravos de Maria lhe devem um
duplo: o primeiro é pago quando entram na confraria tomando as correntes”. Este
tributo será a devoção de cada um: recitar o ofício, o rosário, dar esmola, ou fazer
uma penitência, oferecer a Nossa Senhora uma vela no seu altar, ou mandar
celebrar uma Santa Missa, etc.
O segundo tributo consiste em qualquer
oraçãozinha conforme a devoção de cada um; por exemplo: a coroa[2] de Maria Santíssima em honra
dos seus doze privilégios, a qual consta de três Pai-Nossos e doze Ave-Marias: o
que se chama o terço da Santa Escravidão.
Esta oração é muito agradável a Maria
Santíssima e autorizada por muitos milagres e indulgenciada pelos soberanos
Pontífices.
Além disso, é tão curta e fácil, que se pode
recitar em poucos minutos e em qualquer tempo e lugar.
Convém notar que tudo isso não obriga sob
pena de pecado; como diz São Francisco de Sales: os estatutos e as práticas das
confrarias são de conselho e não de preceito.
Fonte:
“O segredo da Verdadeira Devoção para com a Santíssima Virgem” – Pe. Júlio
Maria de Lombaerde, S.D.N.
Para São Cura d’Ars neste texto entra para a
confraria seria entrar nos números dos consagrados a Santíssima Virgem pela
Santa Escravidão de Amor.
São Cura d'Ars (São João Maria Vianney)
Para entrar na confraria é preciso escolher
um dia da sua devoção, e, tendo feito uma boa confissão e Comunhão com intenção
de ganhar a indulgência plenária, apresentar-se ao sacerdote que tenha o poder
de admitir na confraria, mandar benzer as correntinhas e recebê-las das mãos
dele.
Amarrem-se as correntinhas no lugar onde se
pretende usá-las. Bom seria mandar benzer também o terço da Santa Escravidão
(pequena coroinha de Nossa Senhora).
Os escravos da Mãe de Jesus devem marcar um
dia para celebrarem anualmente o aniversário da sua entrada na confraria.
Além disso, há todos os anos uma festa
principal que os confrades devem solenizar de modo particular. A Santa Sé
determinou a festa da Anunciação e os protestos que fizeram à Mãe de Jesus.
Deverão confessar-se comungar em ação graças
pelo favor que lhe fez a Santíssima Virgem recebendo-os como escravos,
oferecendo-lhe a boa obra que querem fazer em honra dela, dizendo: “Eis,
minha querida Senhora, o humilde tributo que vos ofereço em agradecimento do domínio
que tendes sobre o meu coração, depois de Deus, obtendo-me a graça de ser por
vós recebido céu, para oferecer-vos um tributo eterno de bênçãos e de louvores
em companhia de todos os santos!”.
Todo
fiel servo da Santíssima Virgem deve:
1)Ter nela uma grande confiança;
2)Recorrer a Ela em todas as necessidades;
3)Não passar nem um dia sem dirigir-lhe
qualquer oração;
4)Confessar-se e comungar nos dias das
suas festas;
5)Mostrar a sua devoção diante dos
mundanos;
6)Fazê-la conhecida e amada pelos outros;
7)Levar uma vida digna dela pela imitação
das suas virtudes, em particular de seu espírito de fé e da sua pureza;
8)Ter no quarto ou gabinete uma de suas
imagens ou estátuas para honrá-la;
9)Lembrar-se de que o sábado lhe é
consagrado;
10) Pedir-lhe todos os dias a graça da
perseverança final.
Fonte: “O segredo da Verdadeira Devoção
para com a Santíssima Virgem” – Pe. Júlio Maria de Lombaerde, S.D.N
Esta coroa é constituída de 15 contas e de uma medalha representando São Maximiliano Kolbe. Tem como objetivo pedir a potente intercessão deste mártir da caridade que foi proclamado pelo Papa João Paulo II como "patrono destes tempos difíceis" e "profeta da civilização do amor".
SÃO MAXIMILIANO MESMO AFIRMOU QUE AQUELES QUE ESTÃO NO CÉU, LIBERTADOS DAS PREOCUPAÇÕES E DOS EMPENHOS TERRENOS, PODEM TRABALHAR "COM AMBAS ÀS MÃOS" PELAS NECESSIDADES ESPECIAIS DAQUELES QUE O INVOCAM PARA SER AJUDADOS.
Como se reza
- Rezar na primeira conta depois da medalha de São Maximiliano Kolbe o Lembrai-vos: esta oração recorda o amor filial e a incondicional confiança que São Maximiliano teve pela Imaculada.
- Nas outras 14 contas, que representam a morte de São Maximiliano Kolbe, em 14 de agosto de 1941, rezar a oração da Medalha Milagrosa adaptada por ele mesmo.
- Depois de cada oração da medalha se invoca a intercessão de São Maximiliano, pela intenção particular ou pela pessoa que se deseja rezar.
1) Lembrai-vos:
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido a vossa proteção, implorado o vosso auxílio e reclamado o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança a vós, Virgem das virgens, como a Mãe recorro, a vós me aproximo e, gemendo sob o peso dos meus pecados me prostro aos vossos pés; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus, mas antes as atendei e ouvi propícia. Amém. (São Bernardo)
2) Oração da Medalha Milagrosa:
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós e por todos quantos não recorrem a vós, especialmente pelos inimigos da Santa Igreja e por todos quantos são a vós recomendados.
Santa Luzia nasceu por volta do ano 280 d.C. em Siracusa, esplêndida cidade da Sicilia na Itália. O pai de Santa Luzia, que talvez se chamasse Lúcio, morreu quando ela era muito pequena, assim foi criada pela mãe Eutíquia da qual conheceu a verdade do cristianismo e a mensagem de amor de Jesus. Foi através da mãe Eutíquia que Santa Luzia conheceu as histórias dos primeiros cristãos, o martírio deles pelo amor de Jesus e, assim crescendo, Santa Luzia decidiu se consagrar, unindo-se a Jesus como uma esposa, com voto perpétuo de virgem.
Peregrinação e Milagre
Santa Luzia, preocupada com uma doença que vitimava sua mãe e staluzia19 se agravava dia a dia, uma hemorragia considerada incurável, sugeriu uma peregrinação ao sepulcro da mártir Santa Ágata em Catania. Santa Ágata fora vítima das perseguições a todos os cristãos ordenadas pelo imperador Décio no ano 251. Muitas pessoas iam ao seu sepulcro para obter as graças porque a fama da gloriosa Santa se espalhava por todos os lugares devido aos milagres que ela fazia. No coração de St. Luzia era certo que um milagre também aconteceria com sua querida mãe.
Eutiquia aceitou, cheia de esperança, o pedido de Santa Luzia e assim decidiram partir em peregrinação a fim de alcançar Catania, onde chegaram no dia da festa de Santa Ágata. Era o dia 5 de fevereiro de 301. Durante a celebração escutaram o Evangelho de Mateus sobre a mulher que sofria de hemorragia e foi curada por ter tocado o manto de Jesus.
Luzia, iluminada, propôs à sua mãe tocar o sepulcro de Santa Ágata, convencida da potente intercessão da Santa.
Enquanto Eutiquia tocava o sepulcro, Santa Ágata apareceu a Luzia em visão e lhe disse “Luzia, minha irmã, porque pedes a mim aquilo que tu mesma podes obter para tua mãe? Eis. Tua mãe já foi curada pela tua fé. E, como por meio de mim a cidade de Catania foi beatificada, assim também por meio de tu será salva a cidade de Siracusa”.
Santa Luzia disse a sua mãe: “Pela intercessão de Santa Ágata, Jesus te curou” e imediatamente Eutiquia sentiu retornar as forças e compreendeu que tinha sido curada.
Santa Luzia compreendeu que aquele era o momento justo para revelar a sua mãe a intenção de consagrar-se a Jesus e de doar seu rico dote nupcial aos pobres. Eutiquia, que tinha o coração repleto de agradecimento pela graça recebida, aceitou.
Denúncia e Prisão
O jovem que nutria a esperança de casar com Santa Luzia, tendo a notícia da obstinada recusa e do gesto em favor dos pobres, transformou o amor em ódio e denunciou-a perante o Governador Pascásio, de dois crimes: de não ter cumprido a palavra e de ser cristã. O imperador Diocleciano tinha emitido uma publicação que previa uma feroz repressão contra os cristãos.
A jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição.
Luzia respondeu: “Quem vive casta e santamente é templo do Espírito Santo. Sem a minha vontade, a virtude nada sofrerá. Podes, a força, pôr incenso nas minhas mãos para que o ofereça aos ídolos? De nada vale, porque Deus, que conhece os corações, não me julgará pelo o que fiz coagida. Mesmo que não possa resistir a força, minha virtude receberá dupla coroa.”
Conta a tradição que, embora Santa Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo.
Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida.
O Martírio
Pascasio furioso, a condenou à decapitação, morte reservada aos condenados nobres. Santa Luzia antes da execução previu a morte de Diocleciano, que aconteceu poucos anos depois, além do final das perseguições aos cristãos, terminadas no ano 313 d.C com publicação de Costantino.
Ao aproximar-se a hora por ela tão desejada, hora em que podia entregar sua bela alma ao Esposo celeste, ajoelhada em atitude de oração proferiu estas memoráveis palavras: " SENHOR, EIS QUE SUPLICO PAZ PARA A IGREJA DE CRISTO. DIOCLESIANO E MAXIMILIANO DECAIRÃO DO IMPÉRIO E COMO A CIDADE DE CATÂNIA VENERA A SANTA ÁGUEDA, TAMBÉM SEREI VENERADA POR GRAÇA DO SENHOR JESUS CRISTO, OBSERVANDO DE CORAÇÃO OS PRECEITOS DO SENHOR."
Ao cair martirizada seu corpo permaneceu em atitude de oração e o rosto voltado para o céu. Sua alma, partida do corpo virginal subia ao céu acompanhada de um cortejo de anjos para ocupar o trono que lhe estava preparado e receber a dúplice coroa tanto almejada da virgindade e do martírio. Santa Luzia foi morta no dia 13 de Dezembro de 304. Os cristãos de Siracusa logo após a morte de Santa Luzia elegeram sua padroeira e já no ano 310, seis anos após sua morte, no mesmo local onde se dera o martírio construíram um templo em sua honra. O corpo da virgem e mártir recolhido com reverência e piedade fora colocado num lugar sagrado, nas catacumbas onde dormiam os filhos da Cruz e os mártires do Senhor até que em 1040 o general grego Jorge Mariace apoderando-se da cidade de Siracusa requisitou o corpo da santa e o fez transportar para Constantinopla afim de doá-lo à imperatriz Teodora. Finalmente os cruzados venezianos após a conquista de 1204 levaram-no para Veneza onde ainda hoje se venera na igreja de São Jeremias sob o altar lateral e conservado numa preciosa urna de mármore.
Santa Luzia salvou muitas vezes Siracusa nos seus momentos mais dramáticos como carestias, terremotos e guerras. Ela interveio também em outras cidades como Brescia que, graças à sua intercessão, foi liberada de uma grave carestia.
Devoção
A devoção a S. Luzia se difundiu logo depois da sua morte e se transmitiu até os nossos tempos. O testemunho mais antigo é uma epígrafe marmorea em grego do século IV descoberta no ano 1894 nas catacumbas de Siracusa.
O Papa Gregório Magno inseriu Santa Luzia no cânone da missa romana. Algumas citações se encontram na Suma Teológica de São Tomás de Aquino. Entre os seus devotos encontramos Santa Catarina de Siena e São Leão Magno.
Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.
A crença popular narra, que à Santa foram tirados os olhos da orbita, por isso algumas iconografias figuram a Santa com uma bandeja na mão onde os olhos se encontram em cima. Santa Luzia é a protetora da vista. No Norte da Itália, na Checoslováquia e também na Áustria, se comemora Santa Luzia como portadora de dons para as crianças.
Epílogo
Santa Luzia lançou na história, com o seu martírio, o grito de amor em direção a Jesus.
O seu coração ardia como um fogo de amor divino e foi esta força enorme, que fez com que ela superasse as angústias que vinham do seu lado humano. Santa Luzia soube aceitar para si o sacrifício e a dor, devido a grande fé em Jesus que ela tinha em sua alma.
Elevando os nossos olhos a Santa Luzia, somos inundados pela sua luz protetora e pelo aroma das suas virtudes, além de ficarmos paralisados diante ao seu sacrifício.
Podemos pedir, através da sua potente intercessão, para reacender em nós a chama viva do Amor divino, fazer nascer as tênues plantinhas da virtude para reacender a esperança de sermos salvos. Também na dificuldade e nas necessidades podemos recorrer ao seu patrocínio, certos de sermos ajudados.
"Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade". Santa Luzia
“Gostaria de ser pó, para viajar com o vento e ir a toda parte do mundo a pregar a Boa Nova.”
São Maximiliano Kolbe
Dedicado ao jornalismo católico, ofereceu a vida por um pai de família condenado ao “bunker da fome”. João Paulo II canonizou em 10 de outubro de 1982.
Grande devoto de Maria Imaculada e seu ardoroso apóstolo, Frei Maximiliano foi encarcerado pelos nazistas num campo de concentração, onde deu a vida para ajudar outros a bem morrer.
Plinio Maria Solimeo
São Maximiliano Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894 em Zdunska Wola (Polônia). Seus pais, Júlio e Mariana Dabrowska, eram pobres artesãos mas lídimos cristãos, devotíssimos da Virgem Maria. No batismo recebeu o nome de Raimundo. Teve quatro irmãos, dois falecidos muito novos.
O pequeno Raimundo era muito vivo e arteiro. Um dia em que a mãe o repreendeu mais veementemente por alguma falta, resolveu mudar de vida. Contará depois: “Nessa noite eu perguntei à Mãe de Deus o que seria de mim. Então Ela apareceu-me com duas coroas, uma branca, outra vermelha. Perguntou-me qual das duas eu escolheria. A branca significava que eu deveria preservar a pureza; e a vermelha, que me tornaria mártir. Escolhi as duas. A partir de então, profunda mudança operou-se em minha vida”.
Em 1907, ele e seu irmão mais velho, Francisco, entraram para o seminário menor dos franciscanos em Lwow, onde recebeu o nome de Maximiliano. Foi depois enviado para o Colégio Seráfico Internacional, em Roma, cursando filosofia na Universidade Gregoriana.
Ao emitir os votos perpétuos em 1914, Maximiliano acrescentou ao seu o nome de Maria.
A caminho do Céu…
O verdadeiro amor: dar a vida por seu amigo
Em fevereiro de 1941, Maximiliano Kolbe no cárcere de Pawiak (círculo)
Em fins de julho de 1941, fugiu um prisioneiro do bloco em que estava Frei Maximiliano. Em punição, o comandante Fritzsch condenou à morte dez prisioneiros.
Um dos dez, Francisco Gajowniczek, começou a chorar desesperado: “Oh, minha pobre mulher, meus pobres filhos, eu não os verei mais!” Frei Maximiliano saiu da formação e se dirigiu ao comandante do campo, seguindo-se este diálogo:
- O que você quer? – perguntou o alemão.
- Quero morrer no lugar de um dos condenados.
- Por quê?
- Porque sou solteiro, e este homem tem esposa e filhos.
- Qual a sua profissão?
- Sou padre católico.
- Aprovado.
Mas a razão dada por Frei Kolbe não era a única, ou talvez nem a principal que o levou a esse ato heróico de caridade. Queria assistir na terrível morte os outros nove prisioneiros. E foi o que fez.
Ele caminhou para o “bunker da fome” entoando sua prece preferida: “Permiti que eu vos louve, ó Virgem Sagrada. [...] Permiti que para Vós e só para Vós eu viva, trabalhe, sofra, me sacrifique e morra. Permiti que eu contribua, cada vez mais e ainda muito mais, para a vossa exaltação”.
Na prisão subterrânea, onde faltava ar, alimento e água, ouviam-se orações, cânticos religiosos, o rosário recitado, o que contagiava os prisioneiros das celas vizinhas. Bruno Borgowiec, prisioneiro que servia de intérprete e auxiliar aos alemães, e que foi testemunha ocular dessa terrível agonia, declarou: “Eu tinha a impressão de estar numa igreja”.
À medida que os prisioneiros se tornavam mais fracos, a oração passava a ser quase murmurada. Entrementes, um após outro iam morrendo, até que ficou só Frei Kolbe. Ele tinha um olhar vivo e penetrante, que seus verdugos não podiam suportar, de maneira que vociferavam: “Olha para o chão, não para nós”. Quinze dias após seu internamento naquele bunker de horror, Frei Kolbe ainda continuava vivo. Foi-lhe então aplicada uma injeção de ácido carbólico na veia, que o matou.
Depois da guerra, jornais de todo o mundo trouxeram artigos sobre o “santo de nossos tempos”, o “gigante na santidade”. Biografias foram escritas, e por toda parte houve testemunhos de curas obtidas por sua intercessão. O que levou à sua beatificação em 1971 e subseqüente canonização em 1982.
E-mail do autor: pmsolimeo@catolicismo.com.br
______________
Obras consultadas:
Frei Juventino Mlodozeniec, Conheci o bem-aventurado Maximiliano Maria Kolbe – exemplar mimeografado no Jardim da Imaculada, Missão Católica de São Maximiliano Kolbe, Cidade Ocidental, Goiás, 1980.
Pe. José Leite, S.J., S. Maximiliano Maria Kolbe, in Santos de Cada Dia, Editorial A. O., Braga, 1994, vol. II.
Grifos nossos. Acesse e conheça a vida deste ardoroso Amigo da Virgem Maria:
São Nilo, Eremita do século V, amigo e discípulo de São João Crisóstomo, Superior de um Mosteiro de Ancira, na Galácia, morreu no ano 430. Sua Profecia foi inserida na importante obra de Hagiografia: “Bibliotheca Sanctorum”, vol. IX, p. 1008.
Segue-se, agora, o texto da Profecia.
“A Vinda do Anticristo”
“Depois do ano 1900, por meados do século XX, as pessoas desse tempo tornar-se-ão irreconhecíveis”... Quando se aproximar o tempo da vinda do Anticristo, a inteligência dos homens será obscurecida pelas paixões carnais: a degradação e o desregramento acentuar-se-ão. O mundo, então, tornar-se-á irreconhecível.
As pessoas mudarão de aparência, e será impossível distinguir os homens das mulheres, por causa do atrevimento na maneira de se vestir e na moda de seus cabelos.
Essas pessoas serão desumanas e como autênticos animais selvagens, por causa das tentações do anticristo.
Não se respeitará mais os pais e os mais idosos. O amor desaparecerá. E os pastores cristãos, bispos e sacerdotes, serão homens frívolos, completamente incapazes de distinguir o caminho à direita, ou à esquerda.
Nesse tempo as leis morais e as tradições dos cristãos e da Igreja mudarão. As pessoas não praticarão mais a modéstia e reinará a dissipação! A mentira e a cobiça atingirão grandes proporções, e infelizes daqueles que acumularão riquezas!
A luxúria, o adultério, a homossexualidade, as ações secretas e a morte serão a regra da sociedade.
Nesse tempo futuro, devido o poder de tão grandes crimes e de uma tal devassidão, as pessoas serão privadas da graça do Espírito Santo, recebida no seu batismo, e nem sequer sentirão remorsos.
As Igrejas serão privadas de pastores piedosos e tementes a Deus, e infelizes dos cristãos que restarem sobre a terra, nesse momento! Eles perderão completamente a sua Fé, porque não haverá quem lhes mostre a luz da verdade. Eles se afastarão do mundo, refugiando-se em lugares santos, na intenção de aliviar os seus sofrimentos espirituais, mas, em toda a parte, só encontrarão obstáculos e contrariedades.
Tudo isto resultará do fato de que o Anticristo deseja ser o senhor de todas as coisas, e se tornar o mestre de todo o Universo. Ele realizará milagres e sinais inexplicáveis.
Dará também a um homem sem valor uma sabedoria depravada, a fim de descobrir um modo pelo qual um homem possa ter uma conversa com outro, de um canto ao outro da terra.
Nesse tempo, os homens também voarão pelos ares como os pássaros, e descerão ao seio do oceano como os peixes.
E quando isso acontecer, infelizmente, essas pessoas verão as suas vidas rodeadas de conforto, sem saber, pobres almas, que tudo isso é uma fraude de Satanás.
E ele, o ímpio, inflará a ciência da vaidade, a tal ponto que ela se afastará do caminho certo e conduzirá as pessoas à perda da Fé na existência de Deus, de um Deus em Três Pessoas...
Então, Deus, infinitamente Bom, verá a decadência da raça humana, e abreviará os dias, por amor do pequeno número daqueles que deverão ser salvos, porque o Inimigo desejaria arrastar mesmo os eleitos à tentação, se isso fosse possível.
“Então a espada do castigo aparecerá de repente e derrubará o corruptor e seus servidores.”
Atrás de uma aparência normal se esconde uma Santa extraordinária. Uma mística em contínuo e afetuoso dialogo com Jesus. Uma contemplativa que reza com a semplicidade de uma moça e a profundidade de um teólogo. Supera as mais terríveis dificuldades deixando-se guiar pelo seu Anjo da Guarda. Desde moça mantém a alma candida com a firme intenção de uma vida imaculada.
Gemma nasce em Borgonuovo de Casigliano (Lucca) no dia 12 de Março de 1878. Enquanto recebe a crésima na Igreja de S. Miguel em Foro, Jesus lhe pede o sacrifício da mãe. Aos 18 anos se opera ao pé sem anestesia e no dia de Natal do mesmo ano, faz o voto de castidade. Gemma fica orfã cedo,quase abandonada na maior miséria.
Já com 20 anos, Gemma não aceita uma proposta de casamento, por ser «toda de Jesus». Durante este ano fica curada milagrosamente de problemas na espinha e iniciam as experiências místicas. A chamam, na cidade, «a moçinha da graça».
Fala com o seu Anjo da Guarda e lhe da também encargos delicados, como aquele de entregar em Roma a correspondência ao seu diretor espiritual. «A carta, apenas terminada, a dou ao Anjo, ela escreve. Está aqui perto de mim que espera». E as cartas, misteriosamente, chegavam a destinação sem passar através do Correio do Reino.
Em junho de 1899, Cristo lhe dá o dom das estigmas. No mesmo ano, durante a missão em S. Martino, Gemma conhece os padres Passionistas que a introduzem na casa Giannini. Acolhida como uma filha nesta casa devota e rica, conduz uma vida retirada entre casa e Igreja. Mas as manifestações da sua santidade superam os muros da casa patrícia. Faz conversões, prediz acontecimentos futuros, cai em êxtase. Na oração, sua sangue; no seu corpo, além dos sinais dos pregos, aparecem as chagas da flagelação. Aqui conhece Padre Germano que dirigirá as suas confidências.
Logo se vem a saber que as suas luvas pretas e a sua veste escura e estreita escondem os sigilos da Paixão. Estes estigmas se abrem, dolorosas e sanguinantes, toda semana, na véspera das sextas-feiras.
Diante dela os cientistas não conseguem esconder o embaraço. Até alguns diretores espirituais não sabem como justificar a extraordinária moça: suspeitam de mistificação, falam de histerismo ou de sugestão, pedem provas, exigem obediência.
Somente ela, Gemma Galgani, no meio das dores físicas e às provas morais, não diz nada, ou melhor, diz sempre sim. Não pede nada, ou melhor, pede a Jesus para si, mais dores e para os outros pede a conversão e a salvação.
No ano 1901, com 23 anos, Gemma escreve por ordem de Padre Germano, a Autobiografia, "O quaderno dos meus pecados". No ano seguinte se oferece vítima ao Senhor para a salvação dos pecadores. Jesus a pede de fundar um mosteiro de clausura Passionista em Lucca. Gemma responde com entusiasmo. No mês de setembro do mesmo ano se adoece gravemente. A sua vida é marcada profundamente da dor.
Começa o período mais escuro da sua vida. As consequências do pecado caem pesantemente sobre o seu corpo e sua alma. No ano 1903, era um Sabado Santo, Gemma Galgani morre aos 25 anos, devorada do mal, mas pedindo até o último momento ainda mais dor.
O Somo Pontéfice Pio X assina no ano 1903, o Decreto de fundação do Mosteiro Passionista em Lucca.
Em 1905 as irmãs de clausura Passionistas iniciam a sua presença em Luca, realizzando o antigo desejo que Jesus tinha feito a Gemma.
Padre Germano, diretor espiritual de Gemma, escreve em 1907 a primeira biografia. Iniciam os processos canônicos para o reconhecimento da sua santidade.
No ano 1933 Pio XI inclui Gemma Galgani entre os Beatos da Igreja.
Serà Pio XII, no ano 1940 a elevar Gemma Galgani à gloria dos Santos e indicá-la modelo da Igreja universal pelas das virtudes cristãs.
Santa Gemma Galgani
Mística da redenção
A figura mística de Santa Gemma Galgani continua a afascinar pela sua única experiência espiritual que nos permitiu de conhecer a vontade de Deus. Uma experiência que ainda hoje pode aquecer o coração e iluminar a nossa mente.
Dos escritos da mística se pode perceber uma linguagem simples, pobre, que permite, apesar da extrema simplicidade, de compreender e reviver a sua singular experiência com Jesus Cristo. E’ por assim dizer, uma teóloga simples, imediata e rica de humanidade, sem o uso daquelas grandes palavras tanto queridas aos Teólogos.
Gemma foi uma mística toda ardente pelo amor de Jesus. Este amor a permetiu de viver uma autentica paixão. Das suas "cartas" se entende todo o seu imenso amor por Cristo, amor que raramente se pode encontrar na mesma intensidade em outros Santos. «Quem te matou, Jesus» pergunta Gemma. E responde Jesus «O amor» (II 82).
O amor a que se refere Gemma não é somente uma emoção, mas um Amor doado por Cristo através da Sua palavra, e ela se deixa tanto levar como discípula de colocar-se e sentir-se como ele. «Diversas vezes perguntei a Jesus que me ensine o verdadeiro modo de amá-lo, e então Jesus parece que me faça ver as suas Santíssimas chagas abertas» (I,15).
No participar à paixão ela deseja ajudar Jesus nas suas dores. Se cria assim um pacto de amor em modo tal que Jesus a possa oferecer ao Pai como vítima de amor por todos os pecadores.
Esta é a sua missão, salvar os pecadores, não com a palavra ou com o ensinamento, mas com a vida, com a participação à Paixão de Jesus.
Através dessa graça mariana, descobre o significado místico da virgem aos pés da Cruz e doa a Maria a sua própria alma. Da sua parte, Maria prepara a Santa à graça da estigmatização.
Gemma com a oferta da sua vida concluiu a missão que Deus lhe havia confiado, amando-o com todo o seu ser.
Porém, apesar de tudo, Gemma não pode revestir o hábito de consagrada a Deus e isto representou, sem dúvida, a maior delusão da sua vida, mas consumiu a sua união de amor com Jesus Crucifixo no mundo, na normalidade da vida laical. Um sinal evidente que esta estrada pode ser percorrida por todos nós.
Em Gemma se verificaram dois fenômenos cardiopáticos místicos: o alçamento das costelas, quando a Santa teve que dizer a Jesus «És muito grande”., o Jesus: o meu coração é pequeno, tu não podes estar dentro dele, que se dilate este coração!»; o segundo fenômeno foi aquele da queimadura do peito, quando ela exclamou «Mas serão estas chamas efeito do teu amor, o Senhor?»
A sua personalidade era de asceta: Caminhava descalça e sem meias, inclusive de inverno. Usava o cilício até quando não lhes foram proibidos. Nela existem todos os ingredientes de uma Santa Estigmatização como Padre Pio, cheia de amor como Santa Teresa de Lisieux. A seguir se pode encontrar tudo aquilo que se pode fazer arder o coração.
O dom dos estigmas
«No dia 8 de junho de 1899 depois da Comunhão, Jesus me avisou que de noite me teria feito uma graça muito grande. Foi no mesmo dia confessar-me e disse ao Monsenhor. Ele respondeu que eu estivesse bem alerta a referir-lhe depois tudo o que acontecesse.
Era de noite: de repente, mas cedo que o normal, senti uma dor interna dos meus pecados, mas o senti tão forte, que estava quase para morrer. Depois disso me sinto recolher todas as potências da alma: o intelecto não conhecia que os meus pecados e a ofensa de Deus; a memória me lembrava de tudo e me fazia ver todos os tormentos que Jesus tinha padecido para salvar-me; a vontade me fazia detestar todos os pecados e prometer de querer sofrer para poder expiá-los. Muitos pensamentos vieram na minha mente: eram pensamentos de dor, de amor, de temor, de esperança e de conforto.
Com o recolhimento interno logo depois veio o êxtase dos sentidos e eu me encontrei diante a Mãe minha do céu, que havia à sua direita o meu Anjo da Guarda, que me recomendeu de recitar o ato de contrição. Depois que havia terminado, a Mãe me disse estas palavras: "Filha, em nome de Jesus que sejam remetidos todos os seus pecados". Depois acrescentou: Jesus, meu filho, te ama muito e quer fazer uma graça a ti; saberás ser digna? A minha miséria não sabia o que responder.
Acrescentou ainda: "Eu serei a tua mãe, tu demonstrarás ser a minha verdadeira filha? Abriu o manto e com ele me cobriu. Naquele instante apareceu Jesus, que tinha todas as feridas abertas; mas daquelas feridas não saia mais sangue, saíam como chamas de fogo, que em um só momento vieram tocar as minhas mãos e os meus pés e o coração. Me senti morrer, teria caído no chão; mas a Mãe me socorreu, cobrindo-me sempre com o seu manto.
Por diversas horas me convinha ficar naquela posição. Depois, a minha Mãe me beijou na testa e tudo desapareceu e me encontrei de joelhos no chão, mas sentia ainda uma forte dor nas mãos, aos pés e ao coração. Me levantei para colocar-me na cama e me dei conta que da parte onde doía, saía sangue. Cobri aquelas partes como pude e depois, ajudada pelo meu Anjo, pude colocar-me na cama. Aquelas dores, aquelas penas, invés de dar-me aflição, me traziam uma grande paz perfeita.
Na manhã seguinte com muita fadiga pude ir pegar a Comunhão e me coloquei as luvas, somente para esconder as mãos. Não conseguia ficar em pé; a cada momento pensava de morrer. Aquelas dores me duraram até às três de sexta-feira, festa solene do S. Coração de Jesus. Isto eu deveria dizer ao Confessor, mas fui confessar-me diversas vezes e não disse nada. Ele me perguntou muitas vezes, mas eu respondia sempre que não.»
Sobre o mistério da encarnação
Explicações tidas pelo Anjo da Guarda:
Do Diário de Gemma Galgani
Na manhã do dia 25 de março, Jesus se fez presente à minha alma mais vezes: sentia um recolhimento interno, que por graça de Deus nada podia me distrair; ao meio dia sinto que o meu anjo me bate no ombro e me diz: «Gemma, venho em nome de Jesus a exaudir a sua promessa». Não sabia o que pensar; fiquei admirada em escutar aquelas palavras. «Filha», acrescentou, «eu sou o teu guarda, mandado da Deus; eu venho para fazer-te entender um mistério, maior que todos os outros mistérios».
Era estupefada, ainda não entendia... O meu anjo percebeu e me disse: "Lembras, 12 dias atrás, aquilo que te prometi?". Pensei e logo me veio a mente. "Sabes, oh minha filha, que eu te falarei sobre Maria Santíssima, de uma moçinha tão humilde diante do mundo, mas de uma infinita grandeza diante de Deus; te falarei da mais linda, da mais santa de todas as criaturas; da filha predileta do Altíssimo, daquela que vinha destinada à incomparável dignidade de mãe de Deus".
... Era já noite a dentro e Maria Santíssima estava sozinha no seu quarto: rezava, era toda compenetrada em Deus. De repente aparece uma grande luz naquele mísero quarto e o arcanjo, transformando-se em corpo humano e circundado da um numero infinito de anjos, vai perto de Maria, reverente e majestoso. A reverência como Senhora, sorri a ela como anunciador de uma bela noticia e com doce palavras assim ler diz: "Ave, o Maria, o Senhor é com ti. A bendita tu és entre todas as mulheres". O belo, o grande e sublime augúrio, que na terra nunca se escutou nem se escutara jamais!
..."Apenas o arcanjo celeste pronunciou estas palavras, silenciou, quase esperando o sinal dela para explicar a sua divina embaixada. Maria porém, escutando a surpreendente saudação, se inquietou; se calou e pensava. Mas talvez crias, o filha minha, que a Maria não tivessem descido os anjos do paraíso? Ela a cada momento gozava da visita e dos doces colóquios... Ela não vai investigar na sua mente o significado misterioso, mas se inquieta porque; acredita ser indigna da saudação Angélica. Ah! Filha minha", me repetia, "se Maria tivesse sabido quanto a sua humildade fosse de agrado ao Senhor, não se teria sentido indigna dos obséquios de um anjo. "Como, dizia para si mesma, "um anjo de Deus me chama cheia de graça, enquanto eu me reconheço não merecedora de qualquer divino favor? "Como, pensava Maria, "um anjo do paraíso me chama bendita entre as mulheres, enquanto sou entre as mulheres a mais inútil, a mais vil, a mais abjeta? Qual mistério se esconde atrás do véu desta sublime saudação?...
"À saudação do anjo, Maria não havia dado nenhuma resposta; então Gabriel para acalmá-la repetiu: "Não temer, o Maria, tu és a única que encontrou graça diante o Altíssimo. Deste momento conceberas no teu seio um filho, o chamara com o nome de Jesus e da todos será chamado Filho do Altíssimo: a ele será dado o trono de David, reinara em eterno e o seu reino não terá fim". Com estas sublimes palavras o arcanjo explicou tudo o que devia a Maria...
"O anjo já havia manifestado à Virgem o mistério da grande missão, isto è, que ela estava para ser a mãe do Filho do Altíssimo. Mas ela, olhando na direção do anjo, lhe disse: "E em que modo poderá acontecer isto, se eu conservo o meu candor virginal?" (Já tinha sido prognosticado por Isaías, que dizia que o Cristo devia nascer da mãe virgem)... Saiba, aqui me disse o meu anjo, "que Maria Santíssima, com um exemplo jamais ouvido, desde do início da sua vida tinha consagrado ao celeste esposo das almas castas a sua flor virginal e, mesmo que não fosse sujeita a tentações, não havia deixado de conservar aos seus lírios entre as espinhas da mortificação.
"Refleti", me dizia, "como Maria Santíssima silenciou a todas as coisas que se referiam ao grande mistério, somente falou e se demonstrou aberta, quando ouviu tratar do seu puro candor e se colocou perto daquele anjo de Deus com doce vontade… Entendeu, o filha, quanto Maria amasse esta bela, angélica, celeste virtude? Mas quem acreditas tu que a amasse mais? Jesus o Maria? Certamente Jesus que nunca teria escolhido uma mãe, se não virgem pura, imaculada.
O anjo Gabriel respondeu: "Maria, o Espírito Santo descera sobre ti, a virtude sublime do Altíssimo te cobrirá; e, porém aquele que nascerá da ti santo será o verdadeiro Filho de Deus. A este ponto te informo que Isabel, tua parente, na sua velhice concebeu um filho e é já ao sexto mês, aquela que dizia ser estéril porque lembras que a Deus nada é impossível". O anjo Gabriel continuou a Maria Santíssima com estas palavras: "Estai tranquila e consola-te, o virgem bendita: o divino espírito será aquele que descerá para fecundar as tuas vísceras imaculadas. Oh onipotente virtude do Altíssimo operará em ti um novo prodígio que, conservando ao mesmo tempo a honra de virgem, te dará a alegria de mãe. O santo, que conceberás no teu seio, não será que o Filho de Deus". Com estas palavras o arcanjo Gabriel revelava o arcano, explicava o mistério, tranquilizava Maria.
"Enfim tudo foi feito, não faltava que a última palavra de Maria, porque a virgem fosse mãe de Deus. O Verbo divino, gerado do Pai no esplendor dos santos, não devia ter pai na terra, assim como mãe não teve no céu. E Maria, sendo eleita genitora do Unigênito do divino Pai, se transformava do mesmo Pai, a unigênita filha. Sendo ela a virgem que devia dar os humanos membros ao Verbo divino, era elevada à dignidade de mãe do Filho de Deus. Sendo Maria aquela, sobre a qual teria descido o Espírito Santo, que coberta com a sua virtude onipotente a teria feita mãe virgem de um filho Deus, era por isso elevada à grandíssima honra de esposa ao Espírito Santo.
"Explicado o enigma, tranquilizada completamente a virgem, o mensageiro divino silenciava, ansioso esperando a sua resposta, isto é, a autorização de Maria à encarnação do Verbo eterno... e responde: "Eis a serva do Senhor, seja feito de mim segundo a tua palavra". Tudo é feito, Maria é a mãe do Filho do Altíssimo. A estas palavras exulta o céu, se consola o mundo inteiro. O anjo reverente se prostra diante à sua senhora e depois pega o voo e volta ao paraíso.
Maria, no ato de aceitar a altíssima dignidade de mãe de Deus, se declarava humildemente serva do Senhor. Esta humildade profundíssima, em que a encontrou recolhida e quase abandonada o anjo do Senhor, não faltou à gloriosa saudação e a mais gloriosa proposta de ser a mãe do Verbo divino.
"Maria tinha então proferido o prodigioso fiat, e em um instante, formado do divino Espírito no seu seio, da puríssima virginal substância, um tenro e perfeito corpinho e unindo uma alma humana, se juntaram em simbiose, à divina Pessoa do Verbo. O milagre! Aquele Deus, que não pode ser contido na grandeza dos céus, está dentro do ventre de Maria. Aquele Deus, que sustenta com um dedo a grande máquina do universo, é sustentado pelo puro seio de uma virgem. Quem pode dizer portanto qual seja a grandeza da alegria que inundou e incendiou a alma de Maria naquele feliz momento em que se transformou em mãe do Filho de Deus? O Rei dos Reis, o grande Senhor dos dominantes colocou o seu trono no seio de Maria. Um infinito gaudio inundou Maria, quando se fixou na infinita luz e pode mirar os arcanos esplendores da divindade.
"Aceitando Maria a incomparável dignidade de mãe de Deus, aceitava o generoso dever de mãe do humano gênero. Devemos alegrar-nos: Maria, dando o seu consentimento ao anjo, nos adotou como filhos e se transformou na mãe de todos nós".
A flagelação e as duas coroas
Diário de Gemma Galgani
Era da muito tempo que suplicava a Jesus a fim de que me tirasse todos os sinais externos, mas Jesus invés acrescentou um outro; me fez experimentar pequenas partes da sua flagelação; à dores das mãos, pés, cabeça e coração acrescentou também alguns outros. Seja sempre agradecido. Lá pelas cinco horas comecei a sentir uma dor tão forte dos meus pecados, que me parecia de estar fora de mim: mas a este pavor logo apareceu a esperança na misericórdia de Deus e logo me acalmei.
Não experimentava ainda nenhuma dor; depois de mais ou menos uma hora me pareceu de ver o meu anjo da guarda que tinha na mão duas coroas: uma de espinhas, feita a forma de chapéu e a outra de lírios branquíssimos. A primeira impressão este anjo me deu um pouco de medo mas depois, alegria; juntos adoramos a grandeza de Deus, gritamos; "Viva Jesus!" forte, forte e depois, mostrando-me as duas coroas, me perguntou qual preferia. Não quis responder, porque padre Germano me o havia proibido, mas insistiu, dizendo-me que era ele que o mandava e para dar-me um sinal que verdadeiramente era ele que o mandava, me benzeu na maneira que era hábito ele fazer e fez a oferta de mim ao eterno Pai, dizendo-me que esquecesse naquela noite a mim mesma e pensasse aos pecadores.
Fui influenciada por estas palavras e respondi ao anjo que escolheria aquela de Jesus; me mostrou aquela de espinhas e me a deu; a beijei diversas vezes e o anjo sumiu, depois de tê-la colocada sobre a minha cabeça. Comecei então a sofrer, nas mãos, pés e na cabeça; mais tarde, no corpo inteiro e sentia fortes socos. Passei a noite deste modo; com força me levantei na manhã seguinte, para não dar na vista; os socos e as dores até às duas; nesta hora apareceu o anjo (e para dizer a verdade, quase não podia ficar em pé) e me fez estar bem, dizendo-me que Jesus tinha tido compaixão de mim, porque sou pequenina e era incapaz di chegar a sofrer até a hora que Jesus expirou.
Depois estive bem; porém eu sentia todos os ossos e mal me podia aguentar em pé. Mas uma coisa me afligia: via que os sinais não tinham desaparecido, nos braços e em qualquer outra parte do corpo (notei enquanto me vestia) havia manchas de sangue e alguns sinais de socos. De manhã, quando fiz a comunhão, rezei com mais fervor a Jesus, que me tirasse os sinais e me prometeu que no dia da sua Paixão me teria tirado. Soube que a Paixão era terça feira e sextas-feiras não deveriam mais passar.
A última sexta-feira, dos sinais na cabeça, nas mãos, nos pés e no coração não mais existiam; mas Jesus pela segunda vez me fez sentir novamente alguns socos: me veio um pouco de sangue em algumas partes do corpo, mas espero que Jesus logo me tirara também estas. A pobre GEMMA.
Experiência da Paixão
Trechos do Diário
Hoje que eu pensava de estar livre daquela fera, invés ela me tormentou muito. Eu fui com a intenção de dormir mas aconteceu tudo uma outra coisa: começou com socos que temi pudessem me fazer morrer. Era na forma de um grande cão todo preto e me colocava as pernas sobre os meus ombros; mas me fez muito mal porque me fez sentir todos os ossos. As vezes acredito que ele me segurasse, aliás uma vez, tempos atrás, no pegar a água benta, me torceu tão forte o braço, que cai no chão com grande dor e então me tirou o osso do lugar; mas logo voltou, porque me tocou Jesus e tudo retornou ao normal.
- Ontem aconteceu a mesma coisa: fui para dormir e me adormentei, mas o demônio não, parece que não tivesse vontade. Se mostrou em uma maneira suja, me tentava, mas fui forte. Dentro de mim pedia a Jesus que preferia que me tirasse a vida do que dever ofende-lo. Que tentações horríveis são aquelas! Todas me desagradam, mas aquelas contra a santa pureza quanto me fazem mal! Depois para colocar-me em paz, veio o anjo da guarda e me tranquilizou dizendo que eu não havia feito mal algum. As vezes reclamo porque gostaria que me viessem ajudar em determinados momentos, e me diz, o que o veja ou não, esta sempre acima da minha cabeça; e ontem, porque Maria Santíssima dolorosa me ajudou de verdade e fui muito forte, me prometeu que a noite teria vindo Jesus a ver-me.
Esta sexta-feira sofri muito mais, porque fui obrigada a fazer pequenas coisas e a cada movimento pensava de morrer. Minha tia me tinha pedido de trazer para cima um pouco de água: fiz com dificuldade e me parecia (mas era tudo ideia minha) que as espinhas me fossem ao cérebro e me começou a cair uma gota de sangue das têmporas. Me limpei rápido. Me perguntou se eu tivesse caído e quebrado a cabeça; lhe disse que me tinha arranhado com a corrente do poço. Depois fui procurar as freiras; eram 10 horas e fiquei com elas até às 5. Voltei para casa, mas Jesus já tinha feito desaparecer tudo.
Depois me tranquilizou; se colocou perto de mim e me dizia carinhosamente: "Oh filha, mas não sabes que tu deves ser em tudo conforme a vida de Jesus? Ele padeceu tanto por ti e tu não sabes que em todas as ocasiões deves padecer por Ele? Além disso, porque desagradas Jesus todos os dias deixando de meditar a Paixão?". Era verdade: me lembrei que a meditação sobre a Paixão a fazia somente às sextas e as quintas. "Deves fazer todos os dias, lembra-te". No final me dizia: "Coragem, coragem! Este mundo não è um lugar de repouso: o repouso será depois da morte; agora tu deves padecer e padecer por qualquer coisa, para impedir à alguma alma a morte eterna". O supliquei tanto que dissesse à minha Mãe que viesse à mim porque tinha tantas coisas a dizê-la; me disse que sim. Esta noite porém não veio.
Fui dormir com a firme intenção de dormir; o sono não demorou a vir e me apareceu quase logo um homem pequeno, pequeno, coberto de pelo preto. Que susto! Posou as mãos sobre a cama, pensei que quisesse surrar-me. "Não, não", "não te posso surrar, não amedrontar-te", e no dizer isso, se era alongado. Chamei Jesus em minha ajuda, mas não veio; não por isso me deixou: depois de ter invocado o seu nome, me senti logo livre, mas foi tudo de repente.
Tinha terminado as orações: fui para a cama. Quando tive da Jesus a permissão de vir, voltou; me perguntou: "Quanto tempo faz que não rezas pelas almas do purgatório?... "A cada pequena pena, as alivia; também ontem e hoje, se tu tivesses oferecido a elas aquele pouco". Mas respondi um pouco admirada: "Me sentia o corpo; e que as dores do corpo aliviam as almas do purgatório?". "Sim", me disse; "sim, filha: o menor padecimento as alivia". Lhe prometi então que daquele momento qualquer coisa teria oferecido por elas.
Eram mais ou menos nove e meia, eu estava lendo: de repente sinto uma mão apoiada ligeiramente sobre o meu ombro esquerdo. Girei apavorada; tive medo, pensei em chamar, mas não o fiz. Me girei e vi uma pessoa vestida de branco: vi uma mulher, a olhei e o seu olhar me fez entender que não havia nada a temer: "Gemma", me disse depois de alguns minutos, "me conheces?". Eu disse que não, porque bem podia dizer; acrescentou: "Eu sou a irmã Maria Teresa do Menino Jesus; te agradeço muito por ser tão primorosa porque logo possas alcançar a minha eterna felicidade".
Naqueles momentos o anjo da guarda me sugeria ao ouvido: "Mas a misericórdia de Deus é infinita". Me acalmei. Comecei logo a padecer muito na cabeça: eram mais ou menos dez horas. Quando fiquei sozinha, me coloquei na cama: sofri um pouco, mas Jesus não demorou a aparecer, mostrando-se, também ele, que sofria muito. Lhe lembrei os pecadores, pelos quais também ele me estimulou a ofereceu todos os meus pequenos padecimentos ao eterno Pai em nome deles.
Depois do que me aconteceu, teria sabido com prazer que coisa quisesse dizer aquela luz que saia das chagas, em particular da mão direita, com a qual me benzeu. O anjo da guarda me disse estas palavras: "Filhinha, neste dia a benção de Jesus derramou sobre ti uma abundante graça".
Padre Pio e Gemma Galgani
Os dois Santos foram quase contemporâneos.
Aos 7 anos Gemma Galgani inicia a sua extraordinária experiência com a primeira locução interior que encontra o seu ápice em 1899 com os sinais da redenção no seu corpo.
Francisco Forgiane, de 9 anos mais jovem de Gemma, aos 5 anos sente o desejo de ser totalmente de Deus e inicia a experimentar os primeiros fenômenos sobrenaturais e durante o seu noviciado (1903-1904) experimenta plenamente a sua experiência mística (Gemma tinha apenas morrido). A semelhança entre as suas experiências com aquelas de Gemma o leva a intuir e reconhecer que Gemma è aquela que pode ajuda-lo a compreender o que esta vivendo na própria carne.
Como Gemma também Padre Pio deve lutar com o demônio, tem as mesmas experiências celestes feitas de revelações, presenças Angélicas, de Cristo e da Virgem Maria. Vive depois a dolorida experiência das estigmates, no inicio invisíveis, por quase 8 anos e depois manifestadas e permanentes.
Padre Pio se reconhece plenamente nas mesmas excepcionais experiências místicas de Gemma, dela descritas com uma linguagem muito simples e a escolhe como modelo. Na verdade em muitas suas cartas (mais ou menos 50) existem frases e expressões típicas da linguagem de Santa Gemma tiradas das suas cartas, diário e escritos.
Que Padre Pio tenha lido os escritos de Gemma se encontra a conferma em uma sua carta a padre Bento datado 2 maio 1921. Assim escreve: "venho a pedir-te uma caridade: teria a vontade de ler o livrinho "Cartas e êxtase da serva de Deus Gemma Galgani, junto com aquele outro da mesma serva de Deus, que se chama "A hora Santa". Certo que ela achando justo este meu desejo, me os procurara. Agradeço e peço a sua benção. O seu Frei Pio":"
Santo Padre Pio recomendava a vários seus filhos espirituais à devoção a Gemma que chamava "A Grande Santa" e quando falava dela se comovia até as lágrimas e convidava os devotos visitadores a conhecer esta alma predileta.
Frequentemente Padre Pio convidava em Lucca diversos peregrinos vindos da Toscana e de algumas Regiões do Norte da Itália "O que voçes veem fazer aqui, a pedir graças? Correis a Lucca que è mais perto de vós, porque la esta Santa Gemma, que è uma Santona".
Santa Gemma Galgani e S. Padre Pio espalharam por todo o mundo o perfume de santidade e nós atordoados não resta que louvar Deus com agradecimentos por ter-nos doado criaturas tão resplendentes de amor e de virtude.